Cobrimos o AFROPUNK Festival Paris 2018 – Veja como foi

Afropunk Paris 2018

O último final de semana em Paris foi muito agitado, não apenas pela final da Copa do Mundo, e pelo feriado da Bastilha, mas Beyoncé e Jay-Z também estavam lá em turnê, ao mesmo tempo em que rolava o Afropunk Festival. Ou seja, um final de semana de escolhas difíceis pra quem não tinha tudo programado.

O Las Pretas cobriu o festival pela primeira vez. A minha primeira vez em Paris, a minha primeira vez no festival, que aconteceu no Parc de la Villette. Confesso que esperava um espaço um pouco maior, mas o festival ainda não é tão grande quanto no Brooklyn, onde a estimativa de público é de mais de 60 mil  pessoas. E que esse ano conta com headliners como Janelle Monae, Miguel, Erika Budu e Jaden Smith.

Infelizmente a edição de Paris teve dois cancelamentos WizKid e D’Angelo. Mas em compensação trouxe SZA, Damien Marley e MAXWELL. Porém, antes de me derreter nos elogios, só fica a minha crítica ao fato de que os palcos eram indoor, ou seja em um espaço fechado do parque. Acho que talvez por causa do clima inconstante da cidade, mas as temperaturas foram de até 31 graus, ou seja, ferveu.

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Para além de um festival de música o Afropunk é mesmo uma experiência que conecta pessoas negras de diversos cantos do mundo, e lá todo mundo pode ser do jeito que é. A liberdade estética é uma das coisas mais lindas de se ver. Do lado de fora as pessoas estavam interagindo e também havia um mercado cheio de produtos feitos e vendidos por pessoas negras: roupas, sapatos, acessórios e comidas. O que antes era um festival apenas de punk rock hoje vai muito mais longe, abrangendo muitos vários aspectos do que é ser negro.

Eu fiquei muito encantada com o festival, pois dentro daquele espaço me senti completamente confortável e acolhida pelas pessoas, pela música e até pela comida, como eu nunca me senti em outro festival. Confesso que, assim como muita gente, não acompanhei todos os shows porque era muito legal estar ao ar livre vendo todas aquelas pessoas lindas.

Mas chamo a atenção para o Gary Clark Jr., que eu não conhecia, ele é um guitarrista maravilhoso. DaVido também fez um show excelente que agitou o pessoal assim como Sandra Nkaké, mulher com uma voz potente. Mano do céu!
Fiquei muito feliz com o a performance da SZA, haviam alguns rumores de que ela estava com problemas nas cordas vocais, mas acho que tá tudo bem.

Agora o meu favorito mesmo foi o Damian “Jr Gong” Marley. Quando o reggae começou a tocar a energia do Afropunk mudou, foi sensacional ver o filho do Bob Marley ao vivo, com os seus dreads que vão até o chão, duas backing vocals cheias de energia junto com a banda. Foi demais pro meu coração, superando as minhas expectativas.

Se você tiver a oportunidade, vá! A próxima edição é a do Brooklyn, onde tudo começou. E existem outras edições em Londres e África do Sul. Quem sabe um dia chega no Brasil também? Esperamos.

 

Afropunk Paris 2018
Afropunk Paris 2018
Afropunk Paris 2018
Afropunk Paris 2018
Afropunk Paris 2018
Afropunk Paris 2018
Afropunk Paris 2018
Afropunk Paris 2018
Afropunk Paris 2018
Afropunk Paris 2018
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Afropunk Paris 2018
Afropunk Paris 2018
Afropunk Paris 2018
Katy Illy no Afropunk Paris!

Preta, feminista, da quebrada de São Paulo, fotógrafa. Escrevo com luz e me arrisco nas palavras. Nado pra não me afogar. Danço pra não enferrujar.