Editora Malê lança A cientista guerreira do facão furioso, segundo romance afrofuturista de Fábio Kabral

Como continuação de O caçador cibernético da Rua Treze, seu primeiro romance afrofuturista, Fábio Kabral lança A cientista guerreira do facão furioso, saga de uma jovem que almeja tornar-se a maior engenheira do mundo.

Jamila Olabamiji, a protagonista, mora em Ketu Três, metrópole governada por sacerdotisas empresárias e divindades ancestrais – “uma cidade repleta de pessoas melaninadas, cabeleiras crespas, prédios espelhados, carros voadores, terreiros corporativos e tecnologias sobrenaturais movidas a fantasmas”, na descrição do autor. Aos três anos de idade, Jamila já havia criado um computador a partir de sucatas. Aos 15 anos, ela é capaz de revolucionar o mundo com seu mais novo invento e, ao mesmo tempo, destruir a cidade com seus recém-descobertos poderes. Por isso, passa a ser perseguida e enfrenta desafios inesperados.

A aventura é contada em uma linguagem contemporânea e mescla fantasia, ficção científica e tradições ancestrais. Pesquisador e escritor, Fábio Kabral é uma das principais referências em afrofuturismo no Brasil. Ele conta que seus leitores percebem influências de gibis e videogames em sua escrita.

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O afrofuturismo

Popularizado no Brasil a partir do filme Pantera Negra, o afrofuturismo é um movimento estético-artístico que mistura fantasia, tecnologia e referências africanas, em narrativas ficcionais criadas e protagonizadas por homens e mulheres negros.

O termo “afrofuturismo” surgiu em 1994, no ensaio Black to the future, em que o teórico e crítico cultural Mark Dery Dery questiona a ausência de autores negros na literatura de ficção científica nos Estados Unidos. Logo passou a identificar a obra da escritora Octavia Butler, primeira mulher negra a ganhar notoriedade no gênero da ficção científica.

Para Fábio Kabral, o Afrofuturismo é “esse movimento de recriar o passado, transformar o presente e projetar um novo futuro através da nossa ótica negra”.

Sobre o autor:

O carioca Fábio Kabral estudou artes dramáticas na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL) e cursou Letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Universidade de São Paulo (USP).  É autor de Ritos de Passagem (2014) e cofundador do site O Lado Negro da Força, que destaca, valoriza e fomenta a presença negra na cultura pop. Em 2017, publicou, pela Editora Malê, seu primeiro romance afrofuturista, O caçador cibernético da Rua Treze.

Sobre a editora:

Inaugurada em junho de 2016, a Editora Malê tem como objetivo a valorização de escritoras e escritores negros e a ampliação da diversidade no mercado editorial brasileiro. Entre seus autores estão expoentes da literatura afro-brasileira como Conceição Evaristo, Cuti Silva, Muniz Sodré, o compositor Martinho da Vila e a poetisa Elisa Lucinda, além de novos talentos como Rosane Borges, Cristiane Sobral, Eliana Alves Cruz, Ernesto Xavier, entre outros. A editora também criou seu próprio prêmio de literatura – voltado a jovens escritores negros – e, a cada ano, publica uma coletânea com os textos vencedores do concurso. Para completar, a Malê acaba de lançar a Mahin, revista literária que busca ampliar o conhecimento da literatura, da cultura e da memória africana e afro-brasileira. 

A cientista guerreira do facão furioso

A cientista guerreira do facão furioso 

Autor: Fábio Kabral

252 páginas

R$ 42,00

Lançamento:

Data: 4 de julho de 2019

Horário: 19 horas

Local: Ação Educativa – Rua Gen. Jardim, 660 – Vila Buarque, São Paulo – SP

Tânia Seles

Sou formada em Artes Visuais, apaixonada por arte, música, livros e HQs. Editora dos sites Las Pretas e Sopa Alternativa.