Nostalgia: Eu a Patroa e as Crianças

Nostalgia: Eu a Patroa e as Crianças

“Eu a Patroa e as Crianças” (My wife and kids) é uma série do início dos anos 2000, seu primeiro episódio foi ao ar em 28 de março de 2001 e o episódio final em 17 de maio de 2005. Nos Estados Unidos foi exibida pelo canal Touchstone Television, agora ABC Studios. No Brasil e série foi exibida pelo SBT na TV aberta.

A série foi criada por Damon Wayans, ator, comediante roteirista. Ele também interpreta o protagonista Michael Kyle, um empresário bem sucedido, casado com a Jannet Kyle, a Jay (Tisha Campbell Martin), o casal têm três filhos, Junior (George O.), Claire (Jennifer Nicole Freeman, na primeira temporada foi interpretada por Jazz Raycole) e Kady (Parker McKenna Posey).

Confesso que não sou muito fã do trabalho dos irmãos Wayans, eles são responsáveis pela série de filmes Todo Mundo em Pânico, que faz sátira com diversos filmes de sucesso. Mas em Eu a Patroa e as Crianças, Damon acerta várias vezes. É uma sitcom, das mais engraçadas.

Primeiro na escolha do elenco, Tisha Campbell é uma rainha, assim como a Rochelle mãe do Chris, mas de forma diferente, ela tem boas tiradas, ao mesmo tempo que foge de alguns estereótipos relacionados com mulheres negras. Inclusive ela Tisha até faz uma participação no seriado Todo Mundo Odeia o Chris. As crianças também, são excelentes atores realmente parecem uma família em sintonia que acerta o timing das piadas. Quando o Franklin amiguinho pianista e super inteligente entra para o elenco é um tremendo ganho para a série também.

Veja também:
Nostalgia: Um maluco no pedaço
Nostalgia: Todo mundo odeia o Chris
Nostalgia: Elas e Eu

Durante as temporadas foram várias as participações especiais, que incluem personalidades como Sofia Vergara, Nicole Scherzinger, Taylor Lautner, Terry Crews, Michel Wayans e Vivica A. Fox.

A série fala de conflitos familiares, toca em temas como gravidez na adolescência e consumo de drogas, mas não chega nem perto de ser panfletária, é só pra rir mesmo, são dramas cotidianos que atingem a todos, ela não faz recorte racial dessas questões, nem busca muita profundidade ao passar por esses temas. Simples assim. Está posto que eles são uma família de classe média, ocupando espaços. As vezes é bom ver só isso e dar risada dos problemas da vida. Sinto saudade dessa família que me fazia rir até doer a barriga.

 

 

Preta, feminista, da quebrada de São Paulo, fotógrafa. Escrevo com luz e me arrisco nas palavras. Nado pra não me afogar. Danço pra não enferrujar.