Tranças Nagô

Tranças Nagô

As tranças nagô são as tranças de raiz, aquelas que ficam rente ao couro cabeludo. Podem ir do estilo básico a um infinito de opções. Assim como os Dreads e as Box Braids, as tranças Nagô tem significados diversos na cultura africana. Simbolizam, estado civil, classe social, família e até mesmo algum problema pessoal. Existem penteados específicos para cerimônia como o casamento ou eventos religiosos.

Aqui no Brasil, no período da escravidão elas foram usadas de maneira muito inteligente, como forma de comunicação entre os negros. As mulheres negras tinham o costume da trançar seus cabelos e faziam os mapas na cabeça umas das outras, desenhados com as tranças para encontrar o caminho nas fugas para os quilombos. A simbologia da resistência também é muito forte nas tranças nagô.

Tranças Nagô

Elas são práticas, uma boa opção para quem está passando pela transição capilar e dependendo da forma como são feitas podem durar de duas semanas até dois meses de acordo com os cuidados.

Essas tranças podem ser feitas apenas com o seu próprio cabelo ou com fios sintéticos. Apenas com o seus cabelos naturais a durabilidade é menor, e o acabamento permite a possibilidade de deixar os cabelos soltos, estilo de tiara.

É importante que os cabelos estejam saudáveis se você preferir colocar os fios sintéticos, pois eles podem ficar fragilizados com o peso do aplique. As tranças também são um ótimo penteado para o período de transição capilar, pois pode ser feito em cabelos de todas as texturas, além de ajudar a disfarçar a diferença entre a raiz e pontas. No período do Big Chop também são ótimos, é o momento ideal para colocar um aplique e ter um visual diferente.

É possível criar uma infinidade de desenhos no couro cabeludo, tudo depende da sua criatividade e habilidade. Existem salões que são especializados em cabelos crespos, fazendo tranças no estilo “concept“, trabalhos incríveis, por sinal.

*As fotos da imagem destacada são da fotógrafa sul coreana SO YOON LYM, esse ensaio se chama The Dreamtime. Vale a pena conferir esse trabalho.

Preta, feminista, da quebrada de São Paulo, fotógrafa. Escrevo com luz e me arrisco nas palavras. Nado pra não me afogar. Danço pra não enferrujar.

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