Yannick Hara lança novo single “Caótico/Distópico”

Está disponível no Spotify o novo single de Yannick Hara, Caótico / Distópico música inspirada em Blade Runner, obra literária de Philip K. Dick. O livro virou filme na década de 1980 é considerado um clássico até hoje e ganhou uma sequência em 2017, Blade Runner 2049.

Release do Single

Rick Deckard é um mercenário responsável por caçar androides e aposentá-los. Na obra de Philip K. Dick, o personagem é casado com Iran que é dependente da caixa Penfield, um sintetizador de ânimo que programa a emoção sentida pelas pessoas todos os dias. Apesar de também utilizar a caixa como uma droga diária.

Deckard demonstra em seu estado natural um inconformismo. todos os dias acorda “desordenado ele segue ao trabalho massivo” na missão de aposentar androides e, assim, “escravizado pelo dinheiro” continua com a esperança de comprar um animal. A sua atenção e empatia é concentrada em obter uma nova ovelha, já que a sua tinha morrido e substituída por uma elétrica. Ser dono de um animal é um status social. E assim, ele vai se tornando cada vez mais “um homem depressivo e vê sua vida desperdiçada”.

O personagem é a figura do caótico, “anarquizar é o seu desejo”, sair da lógica de trabalho e consumo que o mantém fazendo o que faz todos os dias. A ansiedade e a falta de encaixe em um mundo completamente desajustado fazem dele uma representação do proletário. O mercenário que vende a sua força de trabalho em busca não só da sobrevivência, mas de uma resposta da qual o sistema trata de oferecer e que não convence.

Em contrapartida, temos a segunda parte da música denominada distópico que pode ser compreendida como uma síntese do personagem K da sequência blade runner 2049. K é também um policial que tem como função aposentar replicantes, no entanto, a singularidade é que ele também é um replicante. apesar do ar apático, percebe-se a sua necessidade de afeto que tem na figura de Joi, um holograma em forma de mulher, o papel de esposa e amante.

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Aparentemente alinhado com o trabalho, K passa por provações que o faz ter um despertar da sua condição. Assim, ele atinge “o limiar da existência” onde as suas fragilidades são expostas, o seu desejo por se descobrir humano demonstra, muito mais, uma busca da humanidade que foi negada aos replicantes. o véu sobre essa realidade cai e por trás dele, o futuro parece muito mais com “uma criança com medo de nós” como pontua o verso da música plástico de Edgar que é referenciada nesta faixa.

Confira o single Caótico / Distópico:

Katy Illy

Preta, feminista, da quebrada de São Paulo, fotógrafa. Escrevo com luz e me arrisco nas palavras. Nado pra não me afogar. Danço pra não enferrujar.